Edifício Departamental da Universidade de Almería: arquitetura bioclimática e eficiência energética

O Edifício Departamental da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade de Almería é um exemplo de arquitetura bioclimática aplicada ao ambiente universitário. Localizado no campus costeiro de Almería, o projeto responde a um clima marcado pela radiação solar, pelos ventos intensos e pela proximidade do mar, através de estratégias passivas de ventilação, iluminação natural e controlo solar.

Neste episódio de Minutos de Arquitetura, Martín van Gelderen, arquiteto responsável pela conceção do projeto, e Antonio García Bueno, arquiteto diretor de obra, explicam como a inovação, a eficiência energética e a integração na paisagem de Almería definiram o desenvolvimento do edifício.

Um edifício universitário concebido com base na eficiência energética

O projeto surgiu do concurso lançado em 2008 pela Universidade de Almería para o novo edifício departamental da Faculdade de Economia. Desde o início, a inovação e a eficiência energética foram prioridades do encargo.

Pátio interior do Edifício Departamental da Universidade de Almería, que permite a entrada de luz natural no interior do edifício

Como explica Martín van Gelderen:

«A universidade lançou um concurso para o edifício da Faculdade de Economia. As prioridades eram: inovação e eficiência energética. Hoje em dia, não se concebe um edifício que não cumpra essas diretrizes.»

Esta visão traduz-se numa arquitetura que reduz a procura energética desde a própria conceção, antes de recorrer a sistemas ativos de climatização.

Estratégias passivas: ventilação noturna, luz natural e controlo solar

O principal desafio do Edifício Departamental da Universidade de Almería consistiu em incorporar estratégias passivas capazes de melhorar o conforto térmico. Entre elas destacam-se a ventilação noturna, a ventilação cruzada, a iluminação natural, as claraboias preparadas para integração fotovoltaica e as condutas solares.

«O principal desafio do projeto residiu em todas as estratégias passivas para alcançar a eficiência energética. Procurar, através de um sistema de ventilação noturna, conseguir baixar a temperatura do edifício», salienta Martín van Gelderen.

A orientação longitudinal do edifício favorece a circulação natural do ar de leste para oeste. Além disso, a circulação interior linear funciona como uma rua iluminada a partir do telhado, reforçando a entrada de luz natural e as vistas para o exterior.

Uma arquitetura de escala doméstica para o campus de Almería

O edifício procura afastar-se de uma imagem institucional rígida e criar um ambiente mais acolhedor para estudantes, docentes e investigadores.

Fachada principal do Edifício Departamental da Universidade de Almería, com acesso envidraçado e sistemas STRUGAL.

«A ideia do projeto era procurar que tivesse uma escala mais doméstica, com um ambiente agradável», explica Van Gelderen.

Os volumes intercalam-se entre si para projetar sombra e reduzir a radiação direta. Esta solução, resultante de critérios de sustentabilidade e eficiência energética, confere também uma identidade arquitetónica reconhecível ao conjunto.

Integração na paisagem de Almería

Durante a execução, um dos principais objetivos foi integrar o edifício no local. Antonio García Bueno destaca a importância do genius loci, entendido como a relação entre o edifício, a paisagem e as referências arquitetónicas de Almería.

«O principal desafio consistiu em integrar o edifício da melhor forma possível no local, tendo em conta o genius loci, a volumetria e as referências arquitetónicas de Almería.»

O resultado é uma arquitetura de volumes brancos, estruturas simples e caixilharia discreta, coerente com o entorno e com a linguagem sóbria do projeto.

Fachadas com lâminas de alumínio e parede cortina STRUGAL

A envolvente do edifício foi concebida como uma ferramenta climática. A fachada leste incorpora lâminas verticais de alumínio anodizado que filtram a radiação solar, permitem a ventilação e reduzem o encandeamento. A fachada oeste, mais exposta ao sol da tarde, reduz as aberturas e reforça o controlo térmico.

Fachada leste do Edifício Departamental da Universidade de Almería, com lâminas verticais de alumínio para proteção solar.

Para resolver esta envolvente, o projeto incorpora três sistemas STRUGAL:

STRUGAL S64RP GALA, sistema de caixilharia com folha oculta escolhido pelo seu aspeto limpo e minimalista.

«Procurei uma carpintaria que fosse o mais minimalista possível. Por isso, optei por um sistema de perfil oculto, com folha oculta, como é o STRUGAL S64RP GALA», afirma Antonio García Bueno.

STRUGAL SOLAR SS15, sistema de lâminas fixas utilizado para a proteção solar da fachada lateral e selecionado pela sua capacidade de cobrir grandes comprimentos.

«Escolhi o STRUGAL SOLAR para a proteção solar e porque suportava comprimentos bastante elevados, até nove ou dez metros.»

STRUGAL S52CR, parede cortina escolhida pela sua transparência, resistência e simplicidade do perfil.

«Queria que a parede cortina fosse o mais transparente possível e que o perfil fosse o mais simples. Por isso, escolhi a S52CR.»

O sistema STRUGAL S52CR apresenta uma secção visível de 52 mm, ruptura da ponte térmica através de perfis Isolator, drenagens e fixações com regulação tridimensional, o que permite uma execução precisa e uma envolvente de alto desempenho.

Arquitetura bioclimática em Almería: eficiência desde a conceção

O Edifício Departamental da Universidade de Almería demonstra que a eficiência energética começa nas primeiras decisões arquitetónicas: orientação, ventilação natural, proteção solar, iluminação cenital e escolha dos sistemas de construção.

Acesso ao Edifício Departamental da Universidade de Almería resolvido com uma fachada cortina STRUGAL S52CR.

A combinação de estratégias passivas e dos sistemas STRUGAL permite construir um invólucro eficiente, sóbrio e adaptado ao clima mediterrânico. Um edifício universitário onde a arquitetura, a técnica e o local atuam em conjunto para melhorar o conforto e reduzir a procura energética.

FAQs

Trata-se de um edifício universitário situado no campus da Universidade de Almería, destinado à Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais. O projeto destaca-se pela sua abordagem bioclimática, pela eficiência energética e pela utilização de estratégias passivas.
O edifício aplica estratégias passivas para melhorar o conforto e reduzir o consumo de energia. Entre elas destacam-se a ventilação noturna, a ventilação cruzada, o aproveitamento da iluminação natural, a incorporação de claraboias preparadas para energia fotovoltaica, a utilização de condutas solares e um desenho volumétrico que gera sombras sobre a própria fachada. Estas decisões permitem adaptar o edifício às condições climáticas de Almería sem depender exclusivamente de sistemas ativos de climatização.
O projeto incorpora três soluções principais da STRUGAL: o STRUGAL S64RP GALA, um sistema de caixilharia de alumínio com folha oculta que confere uma estética minimalista; o STRUGAL S52CR, uma fachada cortina com ruptura de ponte térmica concebida para grandes superfícies envidraçadas; e o STRUGAL SOLAR SS15, um sistema de lâminas fixas de alumínio utilizado para o controlo solar da fachada. A escolha destes sistemas respondeu a critérios de eficiência energética, integração arquitetónica e desempenho técnico.
As lâminas de alumínio funcionam como proteção solar fixa, reduzem a radiação direta, permitem a passagem controlada da luz natural e contribuem para o conforto térmico interior.
A envolvente do edifício foi concebida para se adaptar ao clima de Almería. A fachada leste incorpora lâminas verticais de alumínio que filtram a radiação solar e favorecem a ventilação natural, enquanto a fachada oeste reduz as aberturas para minimizar os ganhos térmicos. Além disso, os recuos do volume e as saliências do telhado geram sombras que diminuem o sobreaquecimento durante os meses mais quentes, melhorando o desempenho energético do edifício.